Nhoque de batata doce

E aí pessoal? Tudo beleza? Nos últimos anos uma tal de dieta Low Carb tem se destacado entre os atletas e também os não atletas, você já ouviu falar?! Basicamente, é uma dieta com algum tipo de restrição ou contenção na quantidade de carboidratos ingeridos, simples assim. Entre os alimentos dessa dieta, a batata doce, apesar de ser rica em carboidrato (quase uma high carb) é a “queridinha” das pessoas que seguem esta restrição alimentar, pelo fato deste tubérculo ser mais nutritivo que a batata comum, ter ação antioxidante, desintoxicante, anti-inflamatória e principalmente ajudar a combater o ganho de peso.

Por tudo isso, vou ensinar uma receita de nhoque de batata doce atendendo pedidos de alguns amigos (as) que seguem esta dieta. Já fiz diversas vezes o nhoque de batata inglesa e não achei nenhuma diferença tanto na preparação da comida como no sabor. Vamos lá?

Para a massa do nhoque vocês vão precisar de:

  • 1 kg de batata doce (duas unidades grandes),
  • 1 colher de sopa de manteiga,
  • 3 xícaras de farinha de trigo.

Para o molho vocês vão precisar de:

  • 1 colheres de sopa de óleo,
  • 2 colheres de sopa de alho picado,
  • 1 cebola ralada
  • 500 gramas de carne moída (patinho)
  • 1 colher de sopa de orégano,
  • 100 gramas de presunto picado (opcional)
  • 2 sachês de molho de tomate.

Como fazer:

Vamos fazer primeiro o molho, ok? Numa panela coloquem uma colher de óleo e uma colher de alho (figura 1). Quando o alho estiver fritando coloquem a cebola ralada (figura 2) e misture bem os ingredientes com auxílio de uma colher de bambu.

figura 1 -

Figura 1 – Alho no óleo.

Figura 2 - Cebola na panela.

Figura 2 – Cebola na panela.

Coloquem a carne moída na panela (figura 3) e mexam bem para que a medida que a carne for cozinhando ela fique bem soltinha sem formar “bolas” de carne. Quando a carne tiver toda cozida coloquem uma colher de sopa de orégano (figura 4).

Figura 4 - Carne na panela.

Figura 3 – Carne na panela.

Figura 6 - Orégano.

Figura 4 – Orégano.

Quando o orégano “sumir” na carne, coloquem o presunto picado (figura 5) e permaneçam mexendo até a carne secar por completo. Na sequência coloquem os sachês de molho de tomate (figura 6), mexam até levantar fervura, desliguem o fogo e reservem.

Fiigura 7 -

Figura 5 – Presunto para dar uns gostinho diferente na carne.

Figura 8 - Incluam o molho pronto e esperem levantar fervura.

Figura 6 – Incluam o molho pronto e esperem levantar fervura.

Vamos agora para o nhoque. Descasquem, cortem em pedaços menores e coloquem as batatas numa panela grande para cozinhar por aproximadamente 30 minutos com água temperada com sal a gosto (figura 7).

Figura 1 - Cozinhando as batatas.

Figura 7 – Uma colher de sopa de sal é a minha medida.

Após as batatas cozinharem coloquem numa tigela e amassem com amassador ou com um garfo (figura 8) e em seguida incluam uma colher de sopa de manteiga (figura 9)

Figura 10 - Amassem tudo!

 Figura 8 – Amassem tudo!

Figura 11 - A manteiga é para dar mais "cremosidade" ao nhoque.

Figura 9 – A manteiga é para dar mais “cremosidade” ao nhoque.

 Amigos, os próximos passos são os mais “chatinhos” da receita. A maior dica que posso dar nesse momento é perseverar… Coloquem as xícara de farinha uma de cada vez e misturem a massa em cima de um balcão.

Figura 12 -

Figura 10 – Farinha aos poucos… perseverem!!!

Na terceira xícara de farinha de trigo não coloquem toda de uma vez e sim aos poucos, quando vocês conseguirem fazer com que a massa fique solta do balcão (e conseguirem moldá-la com um grande rolo) estará pronta sua massa. Não coloquem mais de 3 xícaras.

Vamos agora “montar” os nhoques. Quem brincou de massinha quando era criança não vai sentir nenhuma dificuldade no próximo passo. Espalhem um pouco da farinha no balcão, peguem parte da massa e coloquem por cima dessa farinha e com as duas mãos em contato com a massa façam movimentos para frente e para trás com objetivo fazer um canudo de um dedo de espessura (figura 11).

Figura 13 - Nenhuma dificuldade para quem brincou de massinha quando criança.

Figura 11 – Nenhuma dificuldade para quem brincou de massinha quando criança.

 Em seguida, com auxílio de uma faca, cortem os rolinhos em pedaços de aproximadamente 1 cm (figura 12), preocupem-se em após cortar os nhoques não deixá-los encostados uns aos outros, pois o local corte não estará com farinha e caso coloquem todos eles juntos num canto do balcão, vocês correrão o risco deles ficarem grudados uns aos outros. 

Figura 14 - Crtem do tamnho que quiserem a sugestão que dou é de 1 cm.

Figura 12 – Cortem do tamanho que quiserem a sugestão que dou é de 1 cm.

Após fazerem os nhoques vamos cozinhá-los. Numa panela alta coloquem água com um fio de óleo para ferver e quando isso ocorrer coloquem os nhoques aos poucos (umas 15 unidades é um bom número) dentro da água. Inicialmente eles afundarão e após cozinhar eles começarão a boiar, esperem mais uns 30 segundos com eles boiando e retirem-nos da água com auxílio de uma escumadeira. Coloquem os nhoques cozidos numa peneira (figura 13), após isso joguem uma água fria neles para cessar o cozimento e na sequência coloquem num refratário retangular (figura 14). 

Figura 15 - Está aberta a temporada de pesca!!!

Figura 13 – Está aberta a temporada de pesca!!!

Figura XX - Juntando os Nhoques.

 Figura 15 – Juntando os nhoques.

Com todos os nhoques cozidos num refratário, despejem o molho por cima dos nhoques com ajuda de uma concha (figura 15). Para sua esposa não ficar muito chateada com a sujeira coloquem a panela com molho ao lado do refratário. 

Figura 17 - Banho de molho nos nhoques.

Figura 15 – Banho de molho nos nhoques.

Após cobrirem todo o nhoque com o molho, espalhem queijo parmesão ralado por cima de tudo (figura 16) e levem ao forno médio (230° C) por aproximadamente 30 minutos ou até o molho começar a borbulhar, quando isso acontecer retirem do forno (figura 17) e sirvam quente (figura 18). 

Figura 18 - Queijo parmesão ralado por cima de tudo.

Figura 16 – Queijo parmesão ralado por cima de tudo.

Figura 18 - Prontinho!

 Figura 17 – Prontinho!

 

Figura 18 – Servidos?

PARA REFLEXÃO:

Meus amigos desbravadores da cozinha, até o dia de hoje no qual tive que estudar sobre dieta “Low Carb”, não tinha conhecimento dos benefícios da batata doce (REPITO…Apesar dela ser high carb). Realmente pelo que eu li, ela é tudo de bom quando comparada com a batata inglesa e na MINHA opinião o sabor é igual quando utilizada nas receitas (como na de hoje por exemplo), então por que não substituir a batata inglesa pela doce? 

Sobre a dieta em si, li que essa modalidade de alimentação era “sem popularidade” (apesar de haver relato dela desde o século XIX) até que um tal de  Doutor Robert Atkins escreveu um livro, que ficou famosíssimo ” A Dieta Revolucionária do Dr. Atkins, em 1972″, no qual basicamente ele dizia que “Precisamos parar de comer tantos carboidratos refinados.” 

Somam-se a isso as evidências observadas por Weston Price, um dentista que viajou o mundo documentando hábitos alimentares no livro Nutrition and Physical Degeneration, no qual ele conta os resultados das investigações que fez nos anos 30, quando estudou in vivo as dietas de várias populações isoladas em vários pontos do globo (na Europa, na América do Norte, na Polinésia, em África, na Austrália, na Nova Zelândia e na América do Sul) e a sua relação com a saúde, perfeição dos dentes, desenvolvimento dos ossos da cara e arcada dentária. Ele viu que diversas populações, previamente isoladas e sem acesso a alimentos industrializados, não apresentavam graus elevados de incidência de doenças crônicas do mundo ocidental – como diabetes, obesidade, síndrome metabólica, cáries e muito mais. Porém, após mudarem suas alimentações tradicionais para uma dieta tipicamente ocidental, abundante em carboidratos processados, começaram a sofrer desses mesmos males.

Qual MINHA conclusão sobre tudo isso?! Na nossa vida temos o livre arbítrio de adotar um estilo de alimentação que quisermos, alguns comem sem se preocuparem com o dia de amanhã (se forem magros por natureza, são mais despreocupados ainda) outros comem fazendo contas das calorias que estão ingerindo e a medida que comem, como se fossem uma casa de câmbio, já vão transformando em quantidade de exercícios que terão que fazer para “queimar” as calorias ingeridas. Não sou favorável a nenhum tipo de radicalismo, acredito que se a pessoa está com vontade de comer algo, DEVE comer!!

A vida é para ser vivida, acredito que as pessoas merecem serem felizes sem sofrimentos e culpas, acredito que todas deveriam, para se sentirem bem (para si mesmo e não para os outros), fazer exercícios diários (tudo bem diário é complicado para alguns, então três vezes na semana pelo menos) e deveriam comer aquilo que é saudável e também às vezes aquilo que não é saudável (a gordura da picanha?!).  Repito e enfatizo, a vida é para ser vivida intensamente, Deus me livre de viver numa comunidade isolada na Polinésia!!!!  

Amigos, é o que eu penso, não quero que concordem nem discordem, apenas que saibam minha opinião.

E aí o que acharam da receita? Não vou mentir, essa é uma das receitas mais complicadas que já fiz, pois fazer os nhoques exige paciência. No início os nhoques ficam bonitinhos do mesmo tamanho, mas ao final a paciência já não é mais a mesma e eles terminam ficando maiores.

Vou sugerir que comprem uma nhoqueira (figura 19) que custa em torno de R$ 15 e irá diminuir o tempo de preparação de sua comida em quase uma hora. Com ela não será necessário abrir os rolinhos de massa e cortá-los individualmente. Eu comprei e confesso que é muito fácil de  usar, pois é só pegar a massa colocar dentro da “seringa” e ir apertando o “êmbolo” os nhoques saem naturalmente do tamanho certo e direto na água fervendo.

nhoqueira

Figura 19 – Nhoqueira.

 

fontes de consulta:

– http://www.senhortanquinho.com/dieta-low-carb-variacoes-qual-melhor-opcao/

– http://www.vidalowcarb.com.br/low-carb-alimentos-permitidos/

VAMOS TENTAR?
AOS TALHERES!

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